O Movimento Voto 70+, iniciativa liderada pelo hub de dados estratégicos data8, reforça o potencial de influência dos brasileiros com mais de 70 anos no processo democrático. A atriz potiguar, destaque pela atuação no filme O Agente Secreto, une-se a outros nomes que já integram a mobilização como Drauzio Varella, Zezé Motta, Ary Fontoura, Nath Finanças, Silvero Pereira, Bárbara Carine, Fred Nicácio, Daniel Becker, Dona Jacira, Ademara e o coletivo Avós da Razão.
Drauzio Varella, Zezé Motta e Ary Fontoura ganharam reforços na mobilização pelo voto dos brasileiros com mais de 70 anos. Tânia Maria, de 79 anos, atriz potiguar e artesã brasileira – que ganhou destaque pela participação no filme O Agente Secreto –, acaba de aderir à campanha.
A chegada da atriz ao movimento foi marcada pela publicação de um vídeo nas redes sociais em prol da participação eleitoral dos votantes com mais de 70 anos no segundo turno das eleições presidenciais. A participação dela reforça a importância da população prateada na escolha dos governantes do país.
“No primeiro turno, essa eleição mostrou que vai ser decidida por pouquinho, pouquinho mesmo. E sabe quem vai fazer a diferença? Nós, que temos 70 anos ou mais. Somos mais de 17 milhões de eleitores. É muita gente pra ficar em casa”, diz a atriz. “Se você não votou no primeiro turno, não tem problema! Pode votar no segundo, sim!”
Nomes de outras gerações – Nath Finanças, Silvero Pereira, Bárbara Carine, Fred Nicácio e Daniel Becker –, somam suas vozes às de Dona Jacira (escritora e mãe de Emicida e Fióti), Ademara e o coletivo Avós da Razão em prol do Movimento Voto 70+. Com o anúncio das participações, a articulação amplia uma rede que reúne personalidades de diferentes gerações e áreas de atuação em torno da geração prateada nas eleições. A iniciativa conta ainda com o apoio de embaixadores da sociedade civil, como a empresária Luiza Trajano.
Vito Israel, Douglas Belfort, Vovó Terezinha, Mariana Luz, Wellington Lopes, Luiza Allan, Manuela Lula, Zuleide Lima, José Ferreira, Leonardo Darcadia, Lucinha Negra Lu, Contente.vc, Lore Souza, Nikolas Chaves e Iara Sanny também integram o time de influenciadores pró-participação dos 70+ no pleito de 2026.
Mobilização cívica impacta a redução da abstenção
Com o apoio da campanha e do Movimento, no primeiro turno de 2026, a participação do eleitorado 70+ apresentou um avanço significativo. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a abstenção caiu 9,7 pontos percentuais em relação a 2022, de 58,8% para 49,1%, enquanto o número de eleitores aptos a votar passou de 14,9 milhões para 17,2 milhões. Com isso, o contingente estimado de votantes cresceu de 6,1 milhões para 8,8 milhões, um acréscimo de aproximadamente 2,6 milhões de pessoas.
Pela primeira vez nos dois pleitos analisados, a maioria dos eleitores dessa faixa etária compareceu às urnas, sinalizando um avanço na participação política de uma parcela crescente da população, para a qual o voto é facultativo, em um contexto de maior visibilidade do tema e de mobilização nacional promovida pelo Movimento Voto 70+.
O avanço ocorre em um cenário de maior visibilidade do tema, impulsionado pela mobilização nacional do Movimento Voto 70+, iniciativa apartidária da sociedade civil que levou à agenda pública e à imprensa o debate sobre o direito ao voto e a representatividade política das pessoas mais longevas. Ao colocar em evidência as barreiras que dificultam o comparecimento dessa população às urnas, a iniciativa conquistou espaço na imprensa nacional, ampliando a visibilidade de uma temática ainda pouco explorada na agenda eleitoral.
Para Cléa Klouri, idealizadora do Movimento Voto 70+, o aumento do comparecimento representa um avanço importante. “O crescimento da participação dos brasileiros com mais de 70 anos é um sinal de que o envelhecimento não significa afastamento da vida política. Estamos falando de uma geração que ajudou a construir o país e que continua tendo muito a contribuir para as decisões sobre o próprio futuro. A repercussão da campanha também mostrou que existe espaço para ampliar o debate sobre o combate ao etarismo e reconhecer o eleitorado mais velho como parte fundamental da democracia brasileira”, pontua.



