Ocupação artística foca no olhar das mulheres.
O cenário artístico ganha um novo fôlego com a consolidação do ºAndar. Fundado pelas produtoras Ana Paula Dias e Anayan Moretto, o espaço não é apenas um endereço, mas um ecossistema de resistência. No Drama de Honra, nossa missão é mapear esses territórios onde a gestão e a criatividade feminina ditam o ritmo, transformando salas de ensaio em centros de debate político e estético.
A programação de maio reflete essa curadoria atenta. O projeto Segundas de Solo traz Raquel Karro em PENELOPÉIA – Uma palestra dançada. A obra subverte a imagem clássica da mulher que espera, questionando os papéis de gênero cristalizados na literatura ocidental. É um convite para olhar para a figura feminina não como um acessório da história, mas como o motor da própria narrativa.
O mergulho nas subjetividades continua com Bombordo ou Uma Ilha para o Esquecimento. Ana Paula Dias, além de fundadora do espaço, assume o palco para explorar a complexidade do cuidado intergeracional entre mulheres. A trama aborda o Alzheimer e as memórias soterradas, oferecendo uma perspectiva honesta sobre o fardo e o afeto que permeiam as relações familiares sob um recorte feminino.
Na Mostra Mão Dupla, o destaque fica para Maristela Chelala em Dos Prazeres. Com 30 anos de trajetória, a atriz utiliza o palco para entrelaçar biografia e ficção de forma elegante. É um espetáculo que reflete sobre a finitude e os novos sentidos da vida, reforçando como a maturidade artística das mulheres é um patrimônio que merece ser celebrado e documentado com rigor.



Embora o foco seja a celebração da mulher na cultura, o ºAndar mantém um diálogo aberto. Daniel Warren apresenta Pontos de Vista de um Palhaço, trazendo a vulnerabilidade masculina para a roda. Essa integração é fundamental: o protagonismo feminino que defendemos no Drama de Honra não exclui, mas reconfigura o espaço para que todas as expressões artísticas coexistam sob uma gestão inteligente.
Além dos palcos, o centro cultural funciona como uma “black box” de possibilidades, abrigando desde o lançamento literário de Telma C. Fernandes até exposições de Pedro Fragoso. A infraestrutura moderna atende tanto a Geração Z quanto os Millenials que buscam autenticidade em meio ao caos urbano, provando que o mercado cultural sobrevive e prospera através da colaboração e do intelecto feminino.
Visitar o ºAndar em maio é mais do que consumir entretenimento; é validar um projeto liderado por mulheres que entendem a arte como ferramenta de transformação social. Se você busca conteúdo que foge do óbvio e valoriza quem realmente faz a engrenagem cultural girar, este é o destino certo na agenda paulistana deste semestre.
Serviço
ºAndar
Endereço: Rua Dr. Gabriel dos Santos, 88 – Santa Cecília (Metro Marechal Deodoro)
Convênio com o Estacionamento no nº131 – R$20,00 (com carimbo na bilheteria)
Para detalhes da programação e o serviço completo de cada atração, acesse o site www.oandar.com
Programação:
- Segundas de solo (segunda-feira, sempre às 20h)
- 4/5 a 25/5 – Penelopéia – uma palestra-dançada
- 1/6 a 29/6 – O Medo da Morte das Coisas
#DramadeHonra #CulturaContemporanea #MulheresNaArte
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