Cinema de gênero feito por mulheres ocupa a cena.
A partir de 18 de abril, o Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo recebe a segunda edição da mostra Mestras do Macabro, uma retrospectiva robusta que reúne 38 produções de horror dirigidas exclusivamente por mulheres. Com curadoria da pesquisadora Beatriz Saldanha, o evento desafia as convenções do gênero ao investigar a “abjeção feminina” e o protagonismo autoral de cineastas de diversos cantos do mundo.
O projeto surge como uma resposta necessária ao apagamento histórico de diretoras no cinema de terror, oferecendo um panorama que transita entre clássicos e obras contemporâneas. A curadoria estratégica de Saldanha propõe um mergulho em narrativas que utilizam o medo e o estranhamento para pautar questões sociais e existenciais profundas. É uma oportunidade rara de observar como a estética do horror se transforma sob uma perspectiva que foge ao olhar masculino tradicional.
Um dos pilares desta edição é a justa homenagem à atriz brasileira Gilda Nomacce, figura central na retomada do cinema de gênero no país. Reconhecida por sua versatilidade e presença magnética, Nomacce personifica a força do horror nacional, elevando a produção doméstica a um patamar de prestígio internacional. Sua trajetória é um exemplo de como a atuação pode ser uma ferramenta de subversão e ocupação de espaços tradicionalmente rígidos.
Além das retrospectivas, a mostra abre caminho para o futuro com pré-estreias exclusivas de cineastas brasileiras. Nomes como Luiza Shelling Tubaldini e Cíntia Domit Bittar apresentam seus novos trabalhos, provando que a safra atual do cinema brasileiro está atenta às novas linguagens do macabro. Essas produções refletem uma maturidade técnica e narrativa que coloca as diretoras brasileiras no centro do debate cinematográfico global contemporâneo.









Para a audiência que busca conteúdo com substância, a mostra vai além do entretenimento, oferecendo um espaço de reflexão sobre o corpo, o trauma e a identidade. Em um cenário onde o consumo cultural é acelerado, eventos com este rigor curatorial permitem uma conexão real com a arte. O Mestras do Macabro consolida-se, portanto, como um território de resistência e celebração da intelectualidade feminina dentro da sétima arte.
A ocupação do CCBB SP segue até o dia 24 de maio, com uma programação que promete impactar tanto veteranos do gênero quanto novos entusiastas. É um convite para desbravar o horror por meio de lentes que priorizam a complexidade humana. Ao prestigiar essas produções, o público valida a importância de manter vozes femininas na vanguarda da criação cultural, garantindo que o cinema continue sendo um espelho de nossas múltiplas realidades.
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