A nova música “Bésame”, de Shakira e Alejandro Sanz, pulsa com a urgência e a entrega de um amor sem medo de apostar. “Não o penses tanto e bésame / Que se acabem os mistérios”, clama a canção, ecoando um desejo universal de paixão arrebatadora e sem hesitação. Para o “Drama d’ Honra”, que celebra o que há de mais vibrante na literatura, no teatro e no cinema, selecionamos três romances contemporâneos que capturam essa mesma chama, mostrando como a literatura atual explora o amor em sua forma mais intensa e destemida, incluindo uma voz brasileira que conquista corações.

1. A Hipótese do Amor (The Love Hypothesis), de Ali Hazelwood
- Por que dialoga com “Bésame”: Este best-seller do TikTok é um exemplo perfeito de como a paixão pode surgir de forma inesperada e avassaladora, mesmo entre pessoas que a priori parecem avessas ao romance. Olive Smith, uma cientista pragmática, e o temido professor Adam Carlsen, iniciam um “namoro de mentira” que rapidamente se transforma em algo real e intenso. A música diz: “Se existe algum risco de verme sin ti / Yo no quiero apostar”, traduzindo essa aversão ao risco de perda que Olive e Adam, cada um à sua maneira, sentem. A entrega deles, que começa com um “não o penses tanto e bésame”, é gradual, mas quando acontece, é completa e sem volta, ecoando o “Cero miedo, vamos en serio pa delante”. A química inegável e a paixão construída nesse “fake dating” refletem a ideia de que o amor, quando é verdadeiro, quebra todas as “hipóteses” e flui sem medo.

2. Pessoas Normais (Normal People), de Sally Rooney
- Por que dialoga com “Bésame”: Este romance aclamado, que também virou uma minissérie de sucesso, explora a intensidade e a complexidade do primeiro amor entre Marianne e Connell. A dinâmica entre eles é marcada por uma atração magnética e um desejo de conexão profunda, mesmo quando as circunstâncias os separam. A linha “La primera es hacerte el amor / Con carácter urgente / La segunda es quedarme pa siempre” reflete a natureza quase obsessiva do desejo e da necessidade de permanência que Marianne e Connell sentem um pelo outro, mesmo em meio a seus próprios medos e inseguranças. A relutância inicial em se entregar (“Al final no me atrevo a dejar que el destino decida”) é superada pela força do vínculo, levando a momentos de entrega total e apaixonada. Rooney tece uma narrativa que mostra como o amor, mesmo com todas as suas interrupções e recomeços, pode ser o fio condutor de uma vida, onde “o amor não é passageiro quando vamos ao volante”, mesmo que esse volante seja compartilhado e por vezes difícil de manobrar.

3. Amor às Causas Perdidas, de Paola Aleksandra (Publicado pela Harlequin)
- Por que dialoga com “Bésame”: representando a vibrante cena do romance nacional, Paola Aleksandra, autora que já publicou pela Harlequin, traz em “Amor às Causas Perdidas” uma história que ecoa a entrega e a persistência do eu-lírico de “Bésame”. A protagonista, em sua jornada, demonstra uma capacidade de amar profundamente e de lutar por aquilo que acredita, mesmo que pareça uma “causa perdida”. A música fala sobre não “apostar” com o destino e se entregar sem medo (“Yo no quiero apostar”, “Cero miedo, vamos en serio pa delante”). A obra de Paola Aleksandra explora a construção de um amor que desafia as expectativas, onde a paixão e a conexão se desenvolvem apesar dos obstáculos e das bagagens emocionais dos personagens. A forma como a autora explora a urgência de viver o amor e a decisão de “passar para o volante” da própria felicidade, em busca de uma conexão genuína, torna este romance brasileiro uma excelente ponte para a intensidade da canção. É um exemplo de como o amor verdadeiro insiste em ser vivido, ecoando “Todo lo que quiero, lo quiero contigo / Si tú eres mi reina gano al ajedrez”.
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