Produção germano-georgiana “Teleférico do Amor” de Veit Helmer, estreia nos cinemas brasileiros com a distribuição da Pandora Filmes
O longa “Teleférico do Amor” (ou Gondola), dirigido por Veit Helmer, é uma comédia romântica sem diálogos que usa muito bem os sons e a música para embalar sua narrativa. Com muita sutileza e poesia visual, ele é um prato cheio para os amantes de filmes bonitos e que carregam todo um significado. Ambientado nas montanhas da Geórgia, o filme acompanha duas operadoras de teleférico que se cruzam apenas por alguns segundos a cada meia hora — um encontro breve, mas suficiente para o florescimento de um amor silencioso.
Usando uma trilha sonora expressiva, o longa transforma a rotina monótona das duas trabalhadoras em algo mágico, explorando o poder da comunicação não verbal e das conexões humanas mais simples. As músicas acompanham com leveza e precisão cada momento, trazendo um ar cômico e certeiro à história. É impossível não sentir mil emoções com os olhares e expressões que dizem tanto, mesmo em silêncio.
Com belas imagens e um cenário rico em natureza, o diretor nos apresenta duas personagens que têm muito o que mostrar, inclusive um amor calmo e cheio de essência em uma cidade pequena e pacata. Esse filme é sobre encontrar o amor nas pequenas coisas e estar sempre disposto a ver o novo na rotina, sem medo de florescer e mudar.
O filme é um conto moderno sobre o amor romântico, com toques de humor e ternura, que fala diretamente ao coração de quem o assiste.
Sinopse
Iva começa a trabalhar como atendente num teleférico que liga uma aldeia nas montanhas a uma pequena cidade no vale. O teleférico tem duas gôndolas e, enquanto uma sobe, a outra desce, se encontrando no meio do caminho. A atendente da outra gôndola é Nino, que cruza com Iva nos ares a cada meia hora. Até que, certa noite, as duas se encontram depois do horário de expediente.
Por Giovana Sedano – jornalista e escritora




